GPS   ::  17 Julho 2019

Gerir as finanças a dois, uma vantagem ou um problema?

Muitos dos conflitos entre casais são de cariz financeiro. Quando os casamentos terminam geralmente implicam um empobrecimento de ambas as partes. Por isso, falamos aqui de algumas regras de conduta, para gerir as finanças a dois, seja no dia a dia, na perspectiva da poupança e do investimento.

Gerir as finanças a dois não é fácil, mas é possível havendo diálogo e flexibilidade.

Quanto melhor estiver clarificada a situação menos o  dinheiro será uma fonte de conflito entre marido e mulher.

Cada um de nós tem os seus projectos pessoais, mas em paralelo há os sonhos dos casais e no caso de haver filhos, destes últimos.

Uma boa medida é criar uma conta comum, mas sem perder a autonomia. Afinal pode ser desagradável comprar um presente ao cônjuge com o dinheiro dos dois! Por isso pode e deve manter sempre uma conta individual para as suas despesas pessoais.

Já a conta conjunta pode servir para pagar as despesas da casa, electricidade, comida ou telecomunicações. Sobre quem paga e em que proporção estas despesas é algo que deve ser combinado entre o casal.

Pode ser dividido entre ambos ou cada um contribuir na proporção do que ganha se os salários são muitos diferentes. Aqui o importante é haver diálogo para chegar a uma situação confortável e viável para ambos.

O casamento ou a união de facto têm o poder de multiplicar ou destruir a riqueza.

Um estudo americano da universidade de Ohio verificou que casais que pagam as despesas juntos acumulam, em média 93% mais riqueza que os solteiros. Já os que se separaram perderam 77% da sua riqueza.

A chave para enriquecerem juntos passa por fazer escolhas inteligentes baseadas no diálogo para decidir como devem investir o dinheiro, e quando. Porque a vida das pessoas vai mudando e as prioridades também e nessa perspectiva a situação deve ir sendo avaliado de forma progressiva.

Envolvam também os filhos desde cedo e ensine-os a gerir o orçamento, partilhe escolhas que tenham feito e as motivações que as desencadearam.

Tenha sonhos de curto, médio e longo prazo. Os projectos ambiciosos dão muita satisfação a quem chega lá, mas pode ser frustrante perseguir apenas objectivos distantes.

A vida financeira dos dois não pode se basear só no sacrifício do presente em nome do futuro. Os casais tendem a ser mais felizes se valorizarem pequenas viagens e melhorias na casa, sem perder de vista voos mais altos, como comprar a casa dos sonhos ou morar um tempo no estrangeiro. Ao realizar os objectivos mais simples, os dois ficarão motivados para atingir metas maiores. 

Analisar o orçamento antes de começar a poupar

Analise as despesas fixas e perceba onde pode cortar. Algumas delas podem ser negociadas (como telecomunicações ou electricidade) e conseguir melhores planos e outras simplesmente podem ser extintas.

Escolher a poupança certa

Para que a vida em conjunto possa resultar, é necessário que o casal olhe na mesma direcção. A poupança é essencial para qualquer família e todos devem ter este objectivo para conseguirem reduzir as despesas mensais ao máximo.

Podem poupar, em conjunto. Para tal, existem diferentes tipos de produtos financeiros.

Pode optar por uma poupança de curto prazo para problemas que possam surgir (como por exemplo o desemprego de um dos elementos do casal ou um problema de saúde imprevisto).

Outra opção é constituir um depósito a prazo para iniciar uma poupança.

Existem também produtos de investimento com maior rentabilidade, mas que implicam riscos – tais como obrigações, fundos ou acções. Com estes, a poupança gerada é maior, sendo adequando para a entrada inicial de um imóvel, por exemplo mas o risco associado também é muito superior.

 

A informação contida neste artigo tem caráter meramente informativo, não devendo nem podendo desencadear ou justificar qualquer ação ou omissão, nem sustentar qualquer operação ou ainda substituir qualquer julgamento próprio dos leitores, sendo estes, por isso, inteiramente responsáveis pelos atos e omissões que pratiquem. O Banco BNI Europa declina, desde já, qualquer responsabilidade pelas decisões, ou pelos resultados que resultem, direta ou indiretamente, da utilização da informação contida neste artigo, independentemente da forma ou natureza que possam vir a revestir.